Foram avistadas, logo à frente, a fé e a esperança caminhando juntas, uns dois passos além.
Percorriam o mesmo caminho que o nosso, porém as tínhamos abandonado havia uns dois passos atrás.
Andavam juntas, de mãos dadas e de fronte erguida, como se não tivessem obstáculos a enfrentar e ultrapassar.
Vislumbravam um horizonte onde a luz do sol não só iluminava todo o vale, mas também produzia um calor intenso que aquecia o coração e a alma e fazia com que o espírito voltasse a brilhar numa intensa paz.
A fé e a esperança, não olhavam para trás, como se não tivesse tanta importância o que passou, mas, sim, o que pode e vai acontecer.
Elas pareciam diminuir os passos e agora já estavam a somente um passo de distância.
Exalavam um perfume que deixava um rastro para os passantes e inebriava os que tinham vontade de viver.
Vida da qual sabiam cuidar, se assim lhes permitissem, pois eram íntimas da saúde, do amor e da fraternidade. E cobravam dos seus, todas as vezes que lhes faltavam nesta eterna caminhada.
Agora estamos chegando, mais perto e já nos encontramos quase ao lado da fé e da esperança.
Elas param e nos dão as mãos. Num gesto tenro de carinho, que lhes é peculiar, nos convidam a seguir juntos, com a fé, a esperança, o amor, a fraternidade e a saúde, para que, então, possamos alcançar, se um dia nos permitir o Pai, o Lar de Luz e de paz, que já podemos avistar lá no fim do horizonte, que, com a luz do sol, se torna mais nítido e brilhante.
Que deixemos a fé e a esperança nos guiarem e, com certeza, encontraremos o amor, a fraternidade e a saúde, para que possamos estar bem e fazer o bem e, assim, gozar de todas as benesses que o Pai nos concedeu.
Dê mais uma chance à fé e à esperança. E que assim seja!
Pelo Espírito de Maria Clara